
Antes de arrumar as malas, é necessário adotar alguns métodos para garantir a segurança do imóvel. Medidas simples podem evitar uma série de incidentes, como pane elétrica, incêndio, invasão e, até mesmo, furto.
Hoje, a insegurança é o principal problema que aflige os condomínios, sejam residenciais ou comerciais. Por isso, muitos empreendimentos investem pesado na tecnologia de ponta e treinamento de funcionários, buscando conter as ações de violência nos grandes centros urbanos.
Para evitar transtornos, o morador deve manter as portas e janelas fechadas, além de comunicar ao síndico sobre o período de viagem. Lembre-se: o responsável pelo empreendimento também assume responsabilidade no caso de invasões.
Além disso, o condômino não deve dar sopa para o azar, deixando dinheiro ou jóias no local, mesmo que seja no cofre particular. Afinal, esses itens podem ser subtraídos com facilidade, o que pode inibir qualquer tipo de reação por parte dos administradores do prédio. "Tão importante quanto planejar o roteiro da viagem, é garantir a segurança do patrimônio, seja com a instalação de câmeras ou na adoção de medidas preventivas, como deixar uma pessoa de confiança para visitar o imóvel durante o período das férias", diz José Raul Faconti, proprietário da Rezidenza Imobiliária.
Uma boa alternativa é instalar a chamada Telemetria, um sistema de segurança que permite ao usuário visualizar seu imóvel e veículo através de câmeras instaladas nas propriedades pelo celular com tecnologia GSM/GPRS, como também pela internet.
O cuidado também deve ser redobrado com os desastres naturais, como raios e incêndios. Ao viajar, o morador precisa retirar das tomadas todos os equipamentos eletroeletrônicos.
E quem vai alugar?
Quem pretende alugar imóveis para a temporada, deve tomar cuidado com as falsas promessas que aparecem em banners e pela internet. De acordo com o corretor José Raul Faconti, o interessado deve firmar um contrato de garantia com uma empresa credenciada. "O documento deve apresentar os itens que constam no imóvel: aparelhos, móveis e utensílios. Além disso, deve informar sobre a estrutura do empreendimento, bem como os prazos, valores e multas".
Ele também destacou que o cliente deve fazer uma pesquisa para conferir a existência do imóvel. Isso deve começar com, pelo menos, um mês de antecedência. Se deixar tudo para a última hora, somente os piores imóveis estarão à disposição.
É importante avaliar a localização do empreendimento, quantidade de acomodações e as condições de pagamento. "Se a única opção for alugar um imóvel completamente desconhecido, peça ao proprietário que envie fotos atuais e detalhadas. O cliente também pode confirmar a existência do apartamento por meio de ligações para o condomínio. Ou então procure o endereço do imóvel em listas telefônicas ou sites de busca como o Google", recomenda Faconti.
Dicas de segurança
• Evite deixar as chaves nas portas ou próximo a elas. Invasores podem tentar "pescá-las" usando uma janela, ou derrubá-las, puxando-as por baixo da porta com um pedaço de papel ou tapete;
• Comunique sua ausência a um vizinho de confiança, fazendo contato eventualmente para saber se está tudo em ordem. Deixe seus contatos também;
• Não deixe jóias ou dinheiro em casa, mesmo dentro de cofres: use cofres de bancos;
• No caso de residências com jardim na frente, contrate alguém para mantê-lo limpo, evitando aspecto de abandono;
• Utilize timers para ligar luzes, rádio ou televisão, para dar a impressão de ocupação da residência;
• Só deixe chaves com pessoas de absoluta confiança;
• Evite colocar cadeado do lado externo do portão. Isso poderá denunciar a saída dos moradores.
• Tranque portas e janelas, feche os registros de água e gás e desligue os quadro geral de luz;
• Antes de sair, teste o sistema de segurança interno, se houver;
• Suspenda a entrega de jornais e revistas e peça para que as correspondências sejam entregues na portaria;
• Deixe a chave e um telefone de contato com parente ou amigo, de preferência que não more no local;
• Não informe a data de retorno aos funcionários de condomínio;
Fonte: Jornal da Orla

Transformar o antigo porto, caótico e alagadiço, em um terminal marítimo com os padrões técnicos do início do século 20, não foi um desafio pequeno. As negociações arrastaram-se durante muitos anos. A concessão para a construção foi dada pelo Império Brasileiro e, depois, mantido pela recém-estabelecida República, algo único. Era imperioso ter um porto que pudesse avançar as exportações de café de São Paulo, permitindo a utilização plena da capacidade da ferrovia, a São Paulo Railway, que chegara ao porto em 1867.
Havia um descompasso entre o que a ferrovia conseguia movimentar e os velhos trapiches, pranchas de madeira sobre troncos, que serviam para que os carregadores chegassem ao navio com sua carga no lombo. A eficiência do planalto estava esbarrando num sistema anacrônico em Santos.
O problema não se resumia a obter os recursos para o investimento, o maior de sua época em um único projeto privado. Mais difícil era conseguir trabalhadores dispostos a enfrentar, mesmo com bom salário, as doenças tropicais que infestavam a cidade. Impaludismo, tifo, malária, febre amarela e até a febre bubônica, mais conhecida como “peste negra”. Foi preciso trazer gente de outras regiões do país, mas muitos abandonavam o trabalho rapidamente ou adoeciam. Santos era uma cidade colonial com más perspectivas.

Logo que os primeiros metros de cais de concreto iniciaram a operação, foi fácil perceber que uma grande mudança estava a caminho. Primeiro porque, como registrou o jornal Times, de Londres, 12 mil toneladas de carga, que demoravam mais de um mês para ser embarcadas, passaram a ser colocadas nos navios em dez dias, o que, para a época, era semelhante ao que se tinha mundo afora. Segundo porque estabelecia-se, à medida que o porto fosse avançando, uma espécie de cinturão sanitário para a cidade, completado depois pelos canais de Saturnino de Brito, que sanearam Santos.
Assim, em 1912, cem anos atrás, a cidade já desfrutava de novos ares e de um progresso galopante, que foi mudando com rapidez a paisagem urbana. Agora frequentada por negociantes, com a população crescendo, novas construções substituíam aquelas coloniais ou que lembravam a condição monárquica anterior.
As duas primeiras décadas do século 20 foram as de maior crescimento da história, colocando Santos entre as cidades brasileiras de importância.

O estranhamento entre homens e máquinas persistiu ao longo dos anos. O incômodo que o portuário, representado na estátua, parece sentir em relação aos modernos guindastes ao fundo, foi uma constante na história do porto. A introdução dos primeiros descarregadores mecânicos de carvão, em meados dos anos 1930, produziu uma verdadeira rebelião no cais.
A CDS chegou a ter 14 mil funcionários no início dos anos 70, hoje a Codesp, sua sucessora, tem 1.500. Mas os terminais retroportuários, que não existiam, empregam cerca de 8 mil trabalhadores.
Muita coisa mudou nesses 120 anos e a marca principal foi a troca de homens por máquinas.

O porto agora é uma terra de gigantes, onde pesos são medidos em milhões de toneladas. Quase metade da população economicamente ativa trabalha direta ou indiretamente ligada ao movimento dos navios e das cargas. O trabalho braçal vai se tornando a exceção à regra.
Especialmente a consolidação dos contêineres, na década de 80, produziu mudanças poderosas. Não apenas no porto, mas na cidade, que tem de conviver com as onipresentes caixas metáticas, nas ruas, em pátios de retaguarda, bem próximos de casa na maioria dos casos. A automatização cresce e com ela o tamanho, alcance e capacidade das máquinas.
Guindastes, transtêineres, portêineres, dalas, sugadores, empilhadeiras inteligentes… Novas palavras vão entrando para o cotidiano. E Santos ainda está atrasado em relação a outros portos no quesito emprego de tecnologia. Do mesmo modo, os navios cresceram, as velocidades aumentaram e as tripulações diminuíram muito.

A paisagem à nossa volta mudou com o porto. Pode-se considerar mesmo que, dos 466 anos de idade de Santos, foram nos últimos 120, a contar da inauguração do porto moderno, que a cidade ganhou a fisionomia que tem hoje. Visionários ou apenas comerciantes espertos, os antepassados que imaginaram aqui o futuro grande porto brasileiro mereceram o crédito eterno.
O gigantismo das atividades atuais escondem as imensas dificuldades e desafios que tiveram de ser vencidos ao longo do tempo. A longa convivência do porto com a cidade embaça os persistentes problemas de relacionamento dessa intimidade forçada.

Os custos dessa travessia foram e são pagos por todos os cidadãos, de uma forma ou outra. Nunca será exagero dizer que os santistas construíram o porto que leva o nome da sua casa.
E são, também, os beneficiários históricos dessa construção — o precoce acesso à eletricidade e à telegrafia, ou o planejamento urbano, por exemplo, foram ganhos de qualidade de vida importantes no passado.
Agora, o crescimento da atividade portuária e a aliança com a indústria do petróleo propiciam um novo período de mudança. A expansão urbana é só um dos sinais. Serão mudanças de longo fôlego, que marcarão a história da cidade no futuro.

Nossa cidade vem passando, ao longo dos últimos anos, por acentuadas transformações. Seu perfil se altera à medida que tais transformações se acentuam.
A vocação turística de cidade bem equipada, seja pela natureza, por seus equipamentos públicos ou mesmo pelos serviços que oferece, deu espaço à condição de polo regional prestador de serviços, em função de sua importância na região metropolitana da Baixada Santista. As praias, que conseguem mesclar caráter natural e construído, com canais, grandes jardins e iluminação artificial, são sua marca maior, ao lado do mais importante porto da América Latina.
A população de quase meio milhão de habitantes usufrui de extensa rede de serviços em que a principal tarefa da municipalidade parece ser a manutenção desta cidade pronta. Sua infraestrutura dotada de rede de saúde e de educação, completa rede de abastecimento de água e coleta de esgotos, completamente iluminada e pavimentada é invejável e sua manutenção uma grande tarefa.
Principalmente desde a década de 60, Santos vem sendo procurado para o turismo de moradores da capital e do interior de São Paulo, tendo passado por períodos de maior ou menor demanda e crescimento. Na década de 60, tanto Santos como Guarujá passaram por crescimento imobiliário notável, gerando a construção de edifícios que serviam para veraneio, configurando um primeiro “boom imobiliário”, com projetos que contemplavam a segunda moradia. Projetos, via de regra, de qualidade duvidável, com exceções interessantes feitas aos exóticos projetos de Artacho Jurado, na orla da praia, estes do final dos anos 50.
Este cenário de numerosas construções se estende pela década de 70, sendo sua velocidade de produção reduzida nas décadas seguintes, com projetos e construções a partir de empresas locais, com atividades que atravessaram estas décadas. Projetos sempre modernos, não contemporâneos, que neste momento atendem mais a Baixada Santista do que o interior do Estado. É interessante notar que alguns modismos paulistanos não se impuseram em nossa cidade, com poucos exemplos de edifícios de desenho pretensamente “neo-clássico”.
Alteraçõe significativas de desenho em projetos passam a acontecer no fim dos anos 80, quando varandas são finalmente incorporadas, naquele momento de residências bem dimensionadas e de sistema de produção baseado em “preço de custo”. Segue-se período de menor atividade, com relativa estagnação de Santos, sem crescimento significativo na atividade de construção, e ainda com a elitização de Guarujá e Litoral norte, situação que começa a se reverter na década de 90, alterando para melhor a imagem negativa que a Cidade ganhou com a perda de balneabilidade de suas praias.
A partir daí, com o começo da recuperação de seu principal equipamento, a praia, com atenção especial ao centro histórico, e a qualidade de sua infraestrutura de serviços, a construção civil volta a crescer, apoiada ainda na conjunção de outros fatores, como o enriquecimento da classe média e o financiamento imobiliário com longo prazo de pagamento, capaz de ampliar o número de potenciais compradores.
A ascensão da classe média brasileira, e o aumento de seu consumo gerou, dentre outras consequências, um aumento significativo na frota de veículos que trafegam por Santos, que problemáticamente ocupa hoje lugar entre as cidades com maior número de veículos por habitante do país. Assim, pode-se dizer que a ineficiência de nosso sistema viário, é o primeiro problema gerado pelo crescimento imobiliário.
Em 1998, a indústria da construção local toma novo impulso com a alteração do Plano Diretor, que libera o gabarito das construções, sem mais impor limites à altura dos edifícios. Tal medida viabilizou maior aproveitamento dos terrenos e, aliada à nova condição de financiamentos, à qualidade de nossa moradia, tornou-se altamente atraente para construtores e investidores.
Seguindo essa nova lógica de mercado, passam a ser produzidos empreendimentos de grande envergadura, em terrenos maiores dos que os utilizados anteriormente, com os projetos se transformando no que se chamou “clube condomínio”. Conjuntos de dois ou três edifícios, com grande número de atividades de lazer e serviços, assemelhando-se aos encontrados em clubes, tais como piscinas, saunas, salões, jardins etc. Além de maior sofisticação em técnicas, o que exige projetos mais complexos e profissionais mais completos em um mercado competitivo e já incorporado ao de São Paulo. É a contraposição do modelo anterior, de edifícios de 9 ou 13 andares em pequenos terrenos, ao novo modelo, com torres de 25 ou 40 andares, que tem ainda como característica as grandes varandas e os pequenos espaços destinados às demais áreas internas privativas.
Fatos novos como a ligação a seco com Guarujá, promessa que se arrasta há 50 anos, e o pré-sal impulsionarão mais ainda a atividade econômica.
A tendência neste momento me parece ser a busca da otimização destes espaços, de maneira que possam ser corretamente dimensionados. É uma equação interessante pois a área não pode ser grande, escapando da condição de compra, encarecendo o valor da residência, e também não pode ser pequena a ponto de comprometer a qualidade do uso que uma habitação deve ter, privilegiando a circulação, a insolação e a ventilação. Ou seja, a qualidade de vida que a habitação deve possibilitar.
Fonte : Jornal da Orla
Praia combina com bebê? Para o pediatra Marcelo Reibscheid, criador do portal “Pediatria em Foco”, bebês com menos de um ano não devem ser expostos ao sol por mais de vinte minutos. “Entrar no mar ou ficar na areia somente após os 12 meses. Lembrando sempre de evitar levar o bebê à praia entre 11h e 17h, considerando o horário de verão”.
O médico orienta usar filtro solar com fator de proteção maior do que 30, que seja de uso infantil e contenha proteção contra raios ultravioleta. Importante sempre vestir o bebê com uma roupa que proteja sua pele de doenças provenientes da areia. Um chapeuzinho também é recomendado.
Os pais não devem se descuidar da hidratação do bebê durante o dia de praia. Além de água, a água de coco também pode ser consumida com cuidados higiênicos e moderação. Após o banho de mar, o bebê deve sempre tomar um banho de água doce para prevenir irritações e coceiras.

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